A amniocentese é um procedimento médico realizado para obter uma amostra do líquido amniótico. Uma agulha é inserida na cavidade amniótica, com auxílio do ultrassom, na qual uma pequena amostra do líquido é retirada para análise laboratorial.
Uma das indicações para amniocentese é a translucência nucal aumentada. A avaliação da translucência nucal é feita entre a 11ª e 13ª semana, durante a realização do morfológico do primeiro trimestre de gestação e indica o risco para malformação ou síndrome.
A presença de malformações detectadas durante o morfológico do segundo trimestre também podem sugerir doenças genéticas. Neste caso, com o líquido coletado é feito um exame chamado cariótipo, que analisa a quantidade e a estrutura dos cromossomos.
Atualmente, existem outras análises genéticas mais precisas que o cariótipo, que podem ser importantes e necessárias no diagnóstico de alguns pacientes, assim como pode ser realizado o teste de paternidade.
Outra avaliação que pode ser realizada é investigação de infecções que podem ter atingido o feto através da mãe como, por exemplo, a toxoplasmose. Através da análise do líquido amniótico, podemos verificar se o bebê foi contaminado pela infecção.
A amniocentese pode ser realizada a partir da 16ª semana de gestação. A quantidade de líquido retirada é em torno de 20 ml e em poucas horas será reposto. Devido à monitorização constante do ultrassom, a agulha não toca o bebê.
O procedimento é relativamente seguro, quase indolor, mas com indicação precisa. Os riscos são mínimos para a mãe e para o feto.
Caso o exame revele algum achado alterado estamos preparadas para te explicar e discutir sobre possíveis tratamentos, orientar como a doença pode afetar o futuro da família e, até mesmo, encaminhar para outros especialistas se necessário.
Drª Andrea Betina Schmitt Palmieri, Especialista em Medicina Fetal: CRM 9820 e RQE 15841.
Drª Andrea Maria Andraus Dantas, Especialista em Medicina Fetal: CRM 12791 e RQE 13600.



